O Origin é o canal de originação da BlockBR. Correspondentes, intermediadores, escritórios e originadores indicam operações, a curadoria classifica e analisa, e a operação é direcionada apenas a intermediários regulados qualificados. Não existe lista pública de operações.
O que é o Origin
A BlockBR Origin é o ponto de entrada para indicações de ativos com potencial de estruturação, tokenização, emissão e distribuição. Quem origina conhece as duas frustrações. A primeira é mandar uma boa operação e nunca mais saber onde ela parou. A segunda é ver o negócio andar sem você depois que você o apresentou.
O Origin foi desenhado a partir dessas duas. Ao concluir a indicação, ela é registrada em seu nome com identificador único, data e hora. A curadoria então classifica, analisa e direciona a operação apenas a intermediários regulados qualificados. Você acompanha cada mudança de status no painel e recebe aviso por email.
A BlockBR é a camada de infraestrutura que sustenta a operação até a liquidação. Quem indica ou origina continua sendo você.
Como é indicar
A indicação não pede um pacote de documentos pronto. Pede o suficiente para a curadoria entender a oportunidade e para registrar a sua anterioridade. O resto vem depois, e só se a operação avançar.
Tipo de ativo, classe, faixa de volume, estágio da operação e uma descrição em poucas linhas. Se você não souber classificar, marque isso mesmo: a curadoria classifica na análise.
O CNPJ do originador, que já preenche razão social e setor, e qual é a sua relação com quem decide. Você não precisa ser o dono do ativo.
Prazo desejado da captação, garantias disponíveis e o histórico de captação do originador. Não é obrigatório, mas ajuda a curadoria a priorizar e direcionar melhor.
Deck, planilha de fluxo, o que você já tiver em mãos. Tudo entra sob NDA automático e é acessado apenas pela curadoria da BlockBR.
Só isso. Documento ajuda e acelera, mas não é requisito para indicar.
Como funciona
Estes são os mesmos estágios que aparecem no seu painel. Cada um mostra o que acontece, quem age e o que muda para você. Abra para ver o detalhe.
Você se cadastra como pessoa física ou jurídica e recebe acesso ao painel do Origin. Não há contrato a assinar nesta etapa: o cadastro habilita a indicação, e nada mais.
O que você recebe ao indicar
O medo legítimo de quem traz uma oportunidade é apresentar o negócio e ser contornado depois. O Origin trata isso como parte do produto, não como promessa comercial.
Ao concluir a segunda etapa da indicação, o sistema emite um certificado de anterioridade com identificador único, data e hora. A regra é objetiva: indicações posteriores sobre o mesmo CNPJ, feitas por outros indicadores, ficam registradas, mas não têm prioridade sobre a sua.
O registro nasce no envio e não depende de contrato prévio. A formalização do vínculo acontece só quando a operação avança para estruturação, e a partir daí você tem trinta dias para concluir.
Imagem ilustrativa da tela do produto
Depois da indicação
Nada disso é exigido para indicar. É o que a curadoria procura quando a operação entra em análise. Marque o que já existe e veja onde ela está.
Classes que a BlockBR não estrutura, em nenhum grupo.
Fonte de pagamento
O Origin identifica primeiro qual fluxo sustenta a operação. A partir disso, direciona os critérios de análise, documentação e estruturação necessários para cada caso.
Duas operações do mesmo setor podem ter estruturas, riscos e formas de pagamento completamente diferentes. Por isso, mais importante do que classificar apenas o segmento é entender de onde vêm os recursos que irão remunerar o investidor.
A operação é sustentada pela capacidade financeira de uma companhia.
A análise considera geração de receita e caixa, nível de endividamento, histórico financeiro, estrutura societária, capacidade de pagamento e garantias oferecidas.
Instrumentos como mútuos, CCBs, notas comerciais e debêntures podem estar dentro desta categoria quando o pagamento depende diretamente do caixa da empresa tomadora.
A operação é sustentada pelos pagamentos de uma carteira já constituída ou por fluxos de recebíveis vinculados à estrutura.
A análise considera qualidade e pulverização da carteira, concentração por devedor, inadimplência, histórico de pagamentos, comportamento dos contratos por período de originação, recuperação de crédito e previsibilidade dos fluxos.
Aqui, o risco não está concentrado apenas em uma empresa, mas principalmente na qualidade dos recebíveis que sustentam a operação.
A operação depende da capacidade de um projeto específico de entrar em operação e gerar os recursos necessários para cumprir suas obrigações.
A análise considera viabilidade econômica, custos de implantação, cronograma, estrutura de capital, contratos relevantes, capacidade de execução, garantias e projeção de geração futura de caixa.
Um mútuo concedido a uma SPE, por exemplo, pode estar nesta categoria quando sua liquidação depende predominantemente do fluxo gerado pelo próprio empreendimento.
Nesta estrutura, o investidor participa economicamente do negócio, do ativo ou da sociedade, assumindo uma relação diferente daquela existente em uma operação tradicional de crédito.
A análise considera valor e qualidade do ativo, estrutura societária, governança, direitos econômicos, projeções financeiras, distribuição de resultados, participação do investidor e estratégia de saída.
Estruturas de equity em SPEs, participações societárias e modelos vinculados à valorização ou ao resultado de um empreendimento se enquadram nesta categoria.
Nada disso precisa estar pronto para indicar. É o que a análise pede depois, quando a operação avança. A lista acima é o que mais chega, não o limite do que analisamos. Operação que não se parece com nenhuma delas continua valendo o envio: a leitura é feita caso a caso e o enquadramento faz parte da triagem.
Instrumento e estrutura
Mútuo, CCB, debênture, participação societária ou outro instrumento jurídico são formas de estruturar uma operação.
No Origin, a classificação parte primeiro da lógica econômica: quem gera o recurso, de onde vem o pagamento e qual risco sustenta o retorno do investidor.
É essa leitura que determina o caminho de análise e estruturação de cada operação.
Emitida pela companhia para captar. Se o pagamento vem do caixa dela, é Corporativo. Se o lastro é uma carteira cedida a um veículo, o caminho muda.
CorporativoInclusive conversível. Segue a companhia emissora. Vira Project Finance quando o enquadramento é de infraestrutura e quem paga é a receita do projeto.
CorporativoCédula de crédito bancário. Operação única para uma empresa é Corporativo. Uma carteira de CCBs cedida a um veículo é Securitizado.
CorporativoConcedido a uma empresa e pago pelo caixa dela, é Corporativo. Concedido a uma SPE, quando a liquidação depende do fluxo gerado pelo próprio empreendimento, passa a Project Finance.
CorporativoA carteira cedida é o lastro. O caminho da análise é definido pelo tipo de crédito que está dentro do fundo, não pelo veículo.
SecuritizadoCertificados lastreados em crédito imobiliário ou do agro. Vira Project Finance quando o lastro é obra com risco de conclusão.
SecuritizadoCédula de produto rural. Entra pela carteira do agro, com atenção ao registro e à formalização das garantias reais.
SecuritizadoEnquadramento específico para projeto, com base própria de investidores. A análise é do empreendimento, não da holding.
Project FinanceO investidor deixa a posição de credor e passa a ter direito econômico sobre o resultado ou a valorização do ativo ou da SPE.
EquityPerguntas de quem traz operação
Originar operação
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